Criptococose

A Criptococose é uma infecção causada por fungo. E que, principalmente em centros urbanos, é transmitida ao gato (e aos seres humanos) pela inalação de basidiósporos presentes nas fezes de pombos. Pode afetar as vias respiratórias e se transformar em um caso grave. Vamos saber mais sobre esta doença!

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Esta é uma infecção grave, causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, encontrado principalmente no solo, em algumas árvores (como eucaliptos) e nas fezes de aves – principalmente pombos.

Pode afetar o trato respiratório, olhos, pele e o sistema nervoso central. Nas vias respiratórias causam infecções locais. Com o agravamento, pode ocasionar a forma pulmonar da doença e a disseminação pelo sangue ou pelo sistema linfático. Em gatos, pode ter como consequência convulsões e cegueira.

Importante: esta é uma doença cada vez mais comum em grandes centros urbanos, devido à superpopulação de pombos.

SINTOMAS

É importante estar atento aos sintomas, pois certas características da Criptococose podem ser confundidas com as de outras doenças. E embora as lesões possam assustar, o prognóstico é bom em animais sem doenças imunossupressoras, como FIV e FeLV – pois o sistema imunológico é um mecanismo de defesa para a doença. Por isso, gatos com deficiência imunológica são mais propensos a desenvolvê-la.

O sintoma mais clássico é conhecido como “nariz de palhaço”: há aumento significativo e inchaço na região nasal. Mas outros sintomas são espirros; secreção nasal purulenta ou sanguinolenta; respiração ruidosa; dispneia; aumento dos linfonodos (gânglios); lesões cutâneas na face e oronasais; rinite/sinusite granulomatosa.

Em casos mais graves podem surgir sinais neurológicos, como alterações no temperamento e/ou comportamento; convulsões; caminhar em círculos; paralisia dos membros; cegueira

TRANSMISSÃO

A infecção natural ocorre por inalação de basidiósporos ou leveduras desidratadas (sendo os primeiros resistentes às condições ambientais e apontados como prováveis propágulos infectantes).

Uma vez inalada há inflamação nas vias aéreas, que pode irradiar para os pulmões – e a partir daí podendo atingir o sistema nervoso central. Neste caso, o gatinho apresenta as alterações neurológicas descritas anteriormente.

Também pode ser transmitida por contato cutâneo direto, contaminando feridas abertas.

Uma coisa muito importante: a Criptococose pode acometer os humanos, mas os fatores de transmissão são os mesmos que atingem os gatos – ou seja: especialmente pela inalação dos esporos contidos nas fezes de pombos. Portanto, não é transmitida do seu gatinho para você!

DIAGNÓSTICO

Devem ser realizados exames complementares para o diagnóstico preciso, uma vez que os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como o Carcinoma Espinocelular ou a Esporotricose. Inclui exames hemograma e bioquímico, cultura de fungo, citologia, biópsia e Raio-X.

TRATAMENTO

É um tratamento demorado, e que requer paciência. Se dá através da prescrição de antifúngicos e de antibióticos (para prevenir ou tratar uma infecção secundária).

PREVENÇÃO

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A primeira coisa é evitar o contato do gato com pombos – e consequentemente, com seus excrementos. Mas destacamos: não somos a favor do extermínio dessas aves! Basta não manter contato direto com eles – e isso vale para gatos e humanos.

E caso veja o aparecimento de fezes das aves em casa, o ambiente deve ser permanentemente higienizado com água e sabão e, depois, com o uso de desinfetantes como água sanitária (tendo o cuidado de afastar o gatinho durante a limpeza).

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