Artrite Reumatoide Felina

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Assim como em humanos, a Artrite Reumatoide prejudica muito a qualidade de vida dos gatinhos. Por isso é importante saber mais sobre essa doença: o que é, as causas, o tratamento, como prevenir e os cuidados em casa com um gatinho que sofre da doença. É sobre isso que vamos falar hoje!

A Artrite Reumatoide Felina é uma doença crônica, caracterizada pela inflamação das articulações e pelo desgaste das camadas que protegem as articulações do gato – e as mais afetadas são as dos quadris e patas.

É uma patologia comum em gatos: mais de 60% podem ser afetados. Embora possa atingir gatinhos de qualquer idade, é mais frequente (e grave) em idosos e geriátricos.

A artrite faz parte das chamadas Doenças Articulares Degenerativas (DADs). Resultados de estudos recentes mostram que 91% dos gatos analisados (entre seis meses e 20 anos de idade) têm sinais de uma DAD em pelo menos uma articulação.

Uma coisa importante é saber a diferença entre Artrite e Artrose: a primeira pode aparecer em qualquer idade: é uma doença degenerativa (piora com o tempo) que causa perda progressiva da cartilagem, desgastando os ossos. Já a artrose afeta gatinhos idosos.

CAUSAS

Estão agrupadas em:

Genética: malformação congênita.

Traumática: causada por lesões ou traumas.

Imunológica: quando o próprio sistema imunológico reage à camada protetora das articulações.

Infecciosa: quando decorre de doenças que afetam as articulações.

Comportamental: por conta do sedentarismo da “vida moderna” dos gatinhos.

Embora a obesidade não seja uma causa, ela agrava os sintomas e a inflamação das articulações. Por isso é tão importante evitar o sobrepeso em seu gatinho.

SINTOMAS E SINAIS

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  • Mudança de humor e temperamento, com apatia, isolamento e redução da interação com você
  • Dor à manipulação e ao toque
  • Estalo nas articulações
  • Redução da mobilidade e da atividade
  • Relutância, hesitação ou visível dificuldade para andar, saltar, subir escadas ou em móveis e, em um grau mais severo, até para se levantar ou fazer suas ‘necessidades’
  • Rigidez nas patas (principalmente após um tempo em repouso)
  • Mudança na ‘pisada’: ele encosta no chão uma área da pata maior que o normal ao caminhar
  • Atrofia muscular

Atenção: um sinal característico é na hora de ir à caixa sanitária: ele pode ter problemas até para entrar nela. Terá dificuldade para urinar e principalmente defecar, devido à posição e ao esforço, o que pode levar até a vômitos pela dor.

Como eles são mestres em esconder sintomas (principalmente dor), percebendo qualquer destas alterações em seu comportamento, leve-o ao veterinário.

O diagnóstico da Artrite Reumatoide Felina inclui a consulta clínica (a manipulação dolorosa e a observação já dão algumas pistas) e testes complementares como exame de sangue e radiografia. É importante informar ao veterinário se ele sofreu algum trauma ou lesão, mesmo que você considere que não foram graves.

TRATAMENTO

Inclui antiinflamatórios para diminuir a dor e a inflamação nas articulações e suplementos como condroitina ou glucosamina, que aliviam os sintomas. Em último caso, pode requerer cirurgia.

Além do tratamento convencional, terapias complementares como a acupuntura trazem enorme benefício! Converse com o veterinário sobre isso.

PREVENÇÃO

Alimentação adequada e exercício regular (mesmo dentro de casa, com brincadeiras, por exemplo).  Se há obesidade ou mesmo sobrepeso (que causam maior carga sobre as articulações), readequação da alimentação, segundo orientação do veterinário.

CUIDADOS EM CASA COM UM GATINHO COM ARTRITE

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Deixe cama, comida, água e caixa de areia de fácil alcance – sem que ele precise subir em nada.

Não deixe que ele suba escadas. Leve-o no colinho!

Coloque mantas ou toalhas em sua caminha ou nos lugares mais duros onde ele costuma deitar.

Deixe a cama confortável, colocando uma bolsa de água quente no local onde ele vai dormir antes que se deite (não deixe a bolsa ali! Só faça a compressa para aquecer o local!).

Evite que ele caminhe por pisos escorregadios ou de azulejos. E mantenha as unhas aparadas, para que ele não escorregue.

Não faça mudanças bruscas de temperatura no ambiente em que ele está (ligar o ar condicionado em um dia muito quente, por exemplo).

Não o deixe em ambientes frios ou úmidos.

Diminua os obstáculos em casa: coloque uma rampa para que ele suba em um móvel que ele goste de ficar ou para ir até a janela, por exemplo.

Troque o arranhador vertical por um horizontal, no chão.

Ele terá dificuldade em se lamber. Por isso, escove-o com frequência – e com muito cuidado e carinho!

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