Gatinhos ansiosos: sim, eles podem estar!

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Ansiedade e estresse são estados emocionais comuns na vida moderna. E também podem atingir os animais… É normal que, vez ou outra, o gato se estresse ou fique mais ansioso. Isso se torna um problema quando é um estado constante. Descartado pelo veterinário qualquer problema de saúde que traga algum comportamento anormal, é hora de olhar para o emocional do seu filhote! Há veterinários especializados em comportamento felino.

Várias coisas podem causar ansiedade e estresse neles e não é fácil perceber os sinais –principalmente porque são comuns a outros estados emocionais e a algumas doenças. E infelizmente… gato não fala! Portanto, a forma que ele encontra para expressar suas emoções é através de mudanças em seu comportamento no dia a dia.

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Fique de olho se seu gatinho passar a:

  • Ser agressivo, quando nunca foi
  • Ficar prostrado, sem ânimo pra nada
  • Miar mais do que o usual, como se quisesse chamar sua atenção
  • Passar a se esconder todo o tempo
  • Vomitar
  • Perder a fome e/ou peso
  • Começar a fazer nº 1 e nº 2 fora da caixa sanitária
  • Passar a se “autoatacar”, como tentar compulsivamente morder a cauda
  • Passar a se lamber de forma compulsiva
  • Começar a destruir coisas dentro de casa

 

Importante: diante de alguns destes sinais, a primeira providência é levar o gatinho ao veterinário para descartar algum problema de saúde. Se for constatado que fisicamente ele está bem e que o problema é mesmo emocional, é hora de minimizar isso.

 

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Assim como nos humanos, o estresse em gatos é ocasionado por fatores psicológicos, físicos ou ambientais. Algumas situações importantes que podem causar ansiedade, como a chegada de um bebê na família ou de um novo morador; a chegada de um novo gato em casa; a separação brusca de seu dono; o afastamento de sua casa; a morte do dono; a morte ou a separação de outro gato com quem ele está emocionalmente ligado; e ambientes naturalmente estressantes, com muito barulho externo, por exemplo.

A saúde emocional deles também depende de nós: se o dono é naturalmente estressado, ele absorverá este comportamento. Na maioria dos casos, os animais são o reflexo de onde (e com quem) vivem. Se há estresse, tensão, brigas ou gritos em casa, ele será afetado por isso.

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Há outros fatores que podem contribuir para o estresse ou a ansiedade. Inclusive causas anteriores à chegada de um gato adotado em uma família. Gatinhos que foram abandonados ainda muito pequenos são mais propensos a terem um grau de ansiedade constante. Da mesma forma, os que são adotados e devolvidos desenvolvem uma espécie de “sentimento de rejeição”, já que quando estão se acostumando com a casa, com as pessoas e eventualmente com outros animais, são retirados abruptamente deste cenário.

Gatinhos que foram maltratados por um antigo dono ou na rua, antes de irem para o lar de adoção também podem desenvolver um alto nível de ansiedade, assim como gatos que não foram “socializados” quando crianças, seja com outros animais, com pessoas ou com o mundo exterior. Portanto, se você adotou um gatinho que tenha passado por alguma dessas situações, converse com seu veterinário para saber quais medidas adotar. E dê amor em dobro!

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Mas como minimizar este estresse? Há diversas coisas que podem ser feitas em casa:

  • Estimule seu gatinho a se interessar por novidades em casa: um arranhador, caixas de papelão (eles amam brincar com elas!), móbiles, brinquedos de puxar ou empurrar, um móvel que ele possa escalar, por exemplo.
  • Prepare um “cantinho” pra ele sobre um móvel próximo à janela (devidamente telada!!!). Não obrigue a ir até lá. Mas se ele for, pode se distrair “olhando o mundo”
  • Procure afastá-lo o menos possível do ambiente ao qual ele está acostumado.
  • Não sendo possível (em caso de viagem, por exemplo), e tiver que deixá-lo em um local de hospedagem, leve junto as coisas que ele mais gosta: sua caminha, seus potes de comida e água, os brinquedos ou manta que ele costuma manejar.
  • Mantenha-o mais próximo a você (se ele não se recusar). Ver televisão juntos, mantê-lo no colo enquanto lê ou trabalha, por exemplo. Não o force, apenas o convide…

O importante é entender que às vezes gatinhos ansiosos dão trabalho! Nunca o repreenda com gritos ou castigos. Ao contrário: só dê mais amor, mais carinho. E compreenda que ele também pode sofrer, ficar triste, ansioso…

 

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