Cardiomiopatia Hipertrófica Felina

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Gatinhos têm um grande coração! Mas às vezes ele pode ter algum probleminha. A mais comum entre as doenças cardíacas em gatos é a Cardiomiopatia Hipertrófica Felina, que se caracteriza pelo espessamento das paredes do coração (hipertrofia), o que ocasiona menos espaço interno para a passagem de sangue. Como o coração é responsável por bombear sangue para todo o organismo, quando há hipertrofia esta função fica comprometida.

Além disso, o espessamento aumenta o consumo de sangue necessário ao próprio coração. A gravidade do quadro é definida pelo grau de espessamento, se é generalizado ou localizado e pelo surgimento dos sintomas consequentes.

Não há causas conhecidas para a Cardiomiopatia Hipertrófica Felina. Mas estudos mostram que há um fator genético hereditário nas raças Persa, Ragdoll e Maine Coon, embora outras raças (inclusive o nosso SRD) também possam ser acometidas. Pesquisas determinam que problemas cardíacos similares aos causados pela Cardiomiopatia Hipertrófica podem ser causados por patologias como Hipertireoidismo, Hipertensão e Estenose Subaórtica.

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É preciso estar atento, pois a Cardiomiopatia Hipertrófica Felina pode trazer diversas consequências:

Hipertensão

É a elevação da pressão arterial. Já que há diminuição do espaço interno das artérias, a pressão do sangue aumenta em suas paredes. Pressão alta é sério: pode causar danos renais, oculares e cerebrais, além de piorar a Cardiomiopatia.

Arritmia e taquicardia

Também consequência da hipertrofia, há mudanças no ritmo dos batimentos (as arritmias). Quando o coração bate mais rápido, tentando melhorar o bombeamento de sangue, isso é a taquicardia.

Sopro

Sempre ouvimos falar de “sopro no coração”, mas o que é exatamente? O coração tem válvulas, que são como portas que garantem que o sangue não volte quando passa de uma câmara cardíaca para outra. Com menor espaço interno, as válvulas não funcionam tão bem e um pouco de sangue pode retornar. Isso ocasiona um som: o sopro. O veterinário é capaz de detectar este ruído com o estetoscópio.

Tromboembolismo

Outra palavrinha que conhecemos: trombose. A hipertrofia das paredes e o mal funcionamento das válvulas pode fazer com que o sangue fique mais tempo “parado”, formando trombos. Se estes trombos se soltarem e forem para as artérias, formam o Tromboembolismo Arterial.

O trombo forma uma barreira, obstruindo a artéria. O perigo maior é quando há obstrução total.

O Tromboembolismo pode ocorrer nas artérias que irrigam as patas traseiras. Os sinais são paralisia (em uma ou em ambas as patinhas) e membros mais frios.

Leve ao vet com urgência para saber se é um problema ortopédico ou Tromboembolismo.

Efusão pleural

É quando há acúmulo de líquido entre os pulmões e o tórax. É necessário levar ao veterinário para a drenagem deste líquido!

Pode ser assintomática na maior parte da vida. Além disso, os sintomas são comuns a muitas outras patologias, como apatia, cansaço ao correr, falta de apetite, emagrecimento, dificuldade para respirar, arritmia (que é difícil para um leigo detectar). Em gatos a manifestação de sintomas ainda é mais discreta e pode passar despercebida – a não ser no caso do Tromboembolismo.

O importante é a prevenção, fazendo regularmente um check-up para detectar qualquer alteração cardíaca no início e se antecipar ao problema maior. Quanto antes for detectado, maiores as chances de o gatinho viver mais e melhor.

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O diagnóstico para Cardiomiopatia Hipertrófica é fechado com um ecocardiograma. Mas outros exames de imagem (como radiografia torácica e eletrocardiograma) e de sangue também são necessários para determinar se já há consequências da doença.

Embora não exista a cura total, o tratamento através de medicações melhora as consequências da Cardiomiopatia, inibindo a progressão da doença no início, prevenindo trombos e controlando a pressão e o ritmo cardíaco, por exemplo.

Uma coisa importante: ter um gatinho com Cardiomiopatia Hipertrófica requer controle frequente, tanto em casa como aumentando a frequência de visitas ao veterinário para monitoramento do quadro geral através da consulta clínica e da realização de exames.

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